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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

VOLTAMOS À IDADE MÉDIA?


Eu e minha esposa, Luciana, estamos trabalhando – entre outras congregações do campo da Igreja Presbiteriana de Capela do Alto Alegre – na congregação do povoado de Capelinha há uns 20 Km da sede. Começamos esse ano em fevereiro. 


Embora o trabalho já exista há uns 5 anos. Temos 4 membros professos e uns 7 congregados fazendo um total aproximado de uns 10 adultos.  Não sei bem o número de crianças com as quais Luciana começou o trabalho com elas, mas estimo não mais que 5. São trabalhos regulares às quartas-feiras à noite. Como tem sido de praxe – pela graça infinita de Deus, o trabalho tem crescido; principalmente com as crianças. Hoje temos uma freqüência de umas 20 crianças. Até aí tudo bem, o problema é que ao saber dos trabalhos realizados com crianças e o crescente interesse dos pequeninos e até de adolescentes, a comunidade católica do local começou a realizar certa perseguição às crianças e aos responsáveis por elas no sentido de proibir que essas crianças freqüentem nossos trabalhos.


Voltamos à Idade Média? Não! O fato é que a Igreja Católica nunca conseguiu se desvincular daquele período também conhecido como a Era das Trevas. Onde havia clara e violenta perseguição àqueles que ousassem pregar as verdades contidas na Palavra de Deus contrariando a religião do papa. A igreja Católica ainda vive no atraso, na superstição , na idolatria cada vez mais sega.


Disseminando pobreza espiritual e cultural, as comunidades católicas tupiniquins seguem seu curso na proliferação da ignorância. Sempre foi assim: quanto maior a ausência de conhecimento da Palavra de Deus melhor. É mais fácil dominar os ignorantes.


Bom, de qualquer modo desde o dia em que as crianças começaram a sofrer estas perseguições o trabalho tem se fortalecido e o número de crianças aumentou. Certamente a perseguição irá aumentar e nós continuaremos a pregar as verdades benditas do evangelho de Jesus Cristo, somos dEle, a congregação pertence e Ele, se por Ele sofremos, com Ele reinaremos.

sábado, 25 de dezembro de 2010

É natal: o rei nasceu numa estrebaria

Mistério divino: o criador do universo, aquele que do nada tudo criou, que chamou à existência as coisas que não existiam, que lançou os fundamentos da terra e espalhou as estrelas no firmamento, fez-se carne e habitou entre nós.

Sublime mistério: o transcendente tornou-se imanente, o infinito entrou no finito, o eterno entrou no tempo, aquele que nem o céu dos céus pode contê-lo tornou-se um bebê e foi enfaixado em panos. Inescrutável mistério: o Rei dos reis, soberano Senhor dos céus e da terra, diante de quem todo joelho se dobra, nasceu não num palácio, mas numa estrebaria, não num berço de ouro, mas num berço de palha.

Que implicações têm a manjedoura? Jesus não nasceu numa estrebaria apenas porque as estalagens de Belém estavam cheias. O improviso jamais pegou Deus de surpresa. O acaso para ele não existe. A estrebaria não foi um acidente, mas um apontamento divino. Não foi apenas a indiferença e a insensibilidade dos belemitas que empurraram José e Maria para um estábulo, mas foi a mão da providência, a vontade soberana do Eterno que os guiou à manjedoura. E por quê? Porque Jesus, o Cordeiro de Deus, deveria identificar-se com o homem em seu nascimento e em sua morte. Se nascesse num palácio identificar-se-ia com os nobres, mas nascendo numa manjedoura identifica-se com todos os homens. Ele é Deus, mas desce da altura de Deus não para a altura do homem, mas para a baixeza deste. Ele não veio para identificar-se com os nobres num palácio, mas com os pobres numa estrebaria. Na verdade, ele veio para identificarse com todos os homens, porque se num palácio só alguns entram, numa estrebaria todos podem entrar.

Diante do trono de Deus, não há espaço para o homem se exaltar. Todos estão no mesmo nível da estrebaria. Para alcançar o homem caído Cristo desceu. Desceu da glória para a terra, da divindade para a nossa humanidade. E não só para a nossa humanidade, mas para a nossa humildade. De Senhor se fez servo. Sendo rico se fez pobre. Sendo Deus eterno, se fez homem. Sendo santo se fez pecado. Sendo bendito se fez maldição. Como disse o apóstolo Paulo: “pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.6-8). A manjedoura é muito mais do que uma simples peça do presépio. Ela é um símbolo; mais do que um mero símbolo, é uma eloqüente mensagem de Deus aos homens. Ela é um golpe mortal na soberba humana. Ela fala que o Senhor soberano do universo, renunciou as glórias indescritíveis da Glória, para descer até nós, nascer num berço de palha, crescer numa carpintaria, morrer numa rude cruz para resgatarnos dos nossos pecados. A manjedoura fala-nos do abnegado amor de Deus, que nos amou de tal maneira que nos deu tudo, nos deu seu próprio Filho para morrer a nossa morte, para que pudéssemos viver a sua vida. Natal, portanto, é muito mais do que festa gastronômica, muito mais do que confraternização familiar, muito mais do que troca de presentes. Natal é a festa da salvação, é a soberana Graça de Deus estendida aos pecadores, é o céu descendo à terra, para revelar-nos o coração amoroso de Deus, disposto a perdoar pecadores tão necessitados como você e eu.
 
Rev. Hernandes Dias Lopes.

domingo, 19 de setembro de 2010

A Luz do Mundo


“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8.12)”.
Circulavam muitas opiniões sobre a pessoa de Cristo durante seu ministério público. Alguns pensavam que ele era o grande profeta escatológico (dos fins dos tempos – Jo 7.40), enquanto outros achavam que ele era realmente o Messias (Jo 7.41). Essas opiniões quase fizeram com que Jesus fosse preso por causa da desordem que elas causavam (Jo 7.41-43). Entretanto, “ninguém lhe pôs as mãos”, porque “ainda não era chegada a sua hora” (Jo 7.30, 44). O segundo “EU SOU” de Jesus segue esses acontecimentos. Face a face com uma mulher adúltera e com os fariseus, ele declarou: “Eu sou a luz do mundo” (João 8.12)”.
Luz e trevas são temas importantes que encontramos nas Escrituras. Luz é freqüentemente usada para descrever a Deus e sua glória. Em suas epístolas, João nos diz que “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1 Jo 1.5). Jesus, ao chamar a si mesmo de luz do mundo, estava se referindo novamente à sua divindade. Para que não haja dúvida quanto à sua reivindicação, há mais dois relatos dos evangelhos que nos mostram, com clareza, que Jesus compartilhava da mesma luz de Deus, o Pai. O primeira deles é o da transfiguração (Mt 7.1-13), na qual Jesus irradiou, de si mesmo, a refulgente glória de Deus. O fato de que Jesus compartilhava da mesma luz do Pai é também evidente em João 1. Este capítulo nos diz que o Verbo era Deus (1.1) e que este Verbo, que assumiu a forma humana em Jesus Cristo, era a Luz que resplandece nas trevas (1.4).
A referência de Jesus às trevas, em João 8.12, é notável porque a Bíblia usa freqüentemente as trevas como uma metáfora da cegueira espiritual (Sl 107.10; Jo 3.19). Essas trevas não podem reprimir a glória de Deus em Jesus Cristo porque as trevas nunca vencem a luz (Jo 1.5).
Embora as trevas do pecado não obscureçam a glória de Cristo, alguns homens não entendem quem Cristo é. Na ocasião descrita em João 8.13-20, os fariseus rejeitaram o testemunho de Cristo a respeito de si mesmo porque diziam que faltava a segunda testemunha exigida pela lei, a fim de comprovar a sua veracidade. Jesus lhes respondeu dizendo que, mesmo testemunhando sozinho, seu testemunho era suficiente, porque ele sabia de onde viera e para onde estava indo. Jesus viera para cumprir a lei e disse aos fariseus que havia realmente duas testemunhas, o Pai e o Filho. Contudo, os fariseus não entenderam isso porque estavam preocupados somente com os detalhes da lei e não com a Pessoa para a qual esses detalhes apontavam.
Quando lemos as Escrituras, podemos nos tornar excessivamente preocupados com os detalhes e as complexidades de suas exigências, a ponto de esquecermos que toda a Bíblia aponta para Cristo. Enquanto você lê a Bíblia e estuda-a, peça ao Espírito Santo que o ajude a perceber como todos os detalhes nos remetem a Cristo.

R. C. Sproul

domingo, 29 de agosto de 2010

O que eu posso fazer por missões?


Deus formou para si um povo para O adorar e também para ser luz para as nações.  Aqueles que são chamados do mundo são enviados de volta a ele como testemunhas. Proclamar o evangelho é uma tarefa de todos. A evangelização dos povos é uma tarefa imperativa, intransferível e impostergável. A grande questão é: o que eu posso fazer por missões? Como posso participar dessa gloriosa e urgente empreitada? Onde eu me enquadro no projeto de Deus para alcançar aqueles por quem Cristo morreu?
Em primeiro lugar, eu posso orar por missões. A oração toca o mundo inteiro. Ela não tem fronteiras geográficas, barreiras lingüísticas nem preconceitos culturais. Pela oração podemos nos envolver com os povos da terra; pela oração podemos inflamar nosso coração pela obra de Deus; pela oração podemos sustentar espiritualmente os missionários que estão na linha de frente. Não existe obra missionária vitoriosa sem oração. Não existem obreiros fortes e poderosamente usados por Deus sem intercessão. A oração é um dos mais importantes trabalhos que a igreja pode fazer por missões, pois quando a igreja ora, o próprio Deus age com poder na realização da sua obra. Pela oração vem o poder do Espírito Santo à igreja. Pela oração as portas para a evangelização são abertas. Pela oração os missionários são encorajados. As coisas mais importantes que Deus realiza na terra, ele o faz mediante as orações do seu povo.
Em segundo lugar, eu posso contribuir para missões. A devoção do nosso coração é medida pela liberalidade do nosso bolso. Não há coração aberto onde o bolso está fechado. A Bíblia diz que onde está o nosso tesouro, aí estará também o nosso coração. Não há amor por missões onde a contribuição missionária inexiste. O nosso amor por Deus e pela sua obra é proporcional à disposição que temos para investir na evangelização dos povos. O melhor investimento que podemos fazer é contribuir com missões, pois quem ganha almas é sábio. Quem contribui com missões faz uma semeadura com colheita garantida e de resultados eternos. Não podemos separar nossa espiritualidade da contribuição. Quando entregamos o dízimo de Deus e ofertamos com alegria, estamos nos tornando cooperadores de Deus na implantação do seu reino. Quando sustentamos missionários em nossa Pátria e fora dela, estamos segurando a corda para que outros desçam para resgatar vidas, aonde jamais poderíamos chegar. A igreja é um corpo. Um membro não pode fazer todas as atividades. Logo, cada membro deve cooperar com os outros membros para que todo o corpo seja suprido. Deus dá à sua igreja diversos e diferentes dons. Todos são missionários; uns devem ir, outros devem ficar, mas todos devem contribuir.
Em terceiro lugar, eu posso ir fazer missões. Na igreja primitiva Deus separou os melhores obreiros e os enviou a pregar. A igreja enviadora ficou na retaguarda e eles foram desbravando campos, ganhando vidas para Cristo e plantando igrejas. Em menos de cinqüenta anos, o Império Romano foi evangelizado. Hoje, os desafios são enormes. Há portas abertas em todo o mundo e também portas que estão sendo fechadas. Devemos rogar ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara. Nós e nossos filhos podemos ser levantados e enviados por Deus para pregar sua santa Palavra, aqui, ali e além fronteira. Fazer a obra de Deus não é um sacrifício, mas um privilégio. Carlos Studd disse acertadamente: “Se Jesus Cristo é Deus e ele deu sua vida por mim, nenhum sacrifício é grande demais que eu faça por amor a ele”. Nenhuma missão na terra é mais nobre, mais importante, mais urgente e mais compensadora. Ser embaixador de Deus é uma posição mais honrosa do que ocupar os mais altos escalões dos governos terrenos.
Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 22 de agosto de 2010

CINCO VERDADES SOBRE O DÍZIMO


Primeira verdade – O dízimo pertence ao Senhor, o dízimo não é seu; você não pode fazer outra coisa com o dízimo se não entregá-lo ao dono. Há muitos crentes que ainda não compreendeu isso e vive em pecado não devolvendo aquilo que pertence ao Senhor.

Segunda verdade – O dízimo deve ser dado todo mês; a igreja não empresta dinheiro, principalmente o dízimo; a constância na entrega dos dízimos permite a igreja um planejamento melhor, se você dá o dízimo um mês e passa dois meses sem dar, como a igreja vai honrar seus compromissos? E se o seu patrão fizesse isso? Por tanto, seja fiel!

Terceira verdade – Sonegar o dízimo é roubar a Deus, assim o próprio Deus nos diz (Ml. 3:6-8); você pode achar que Deus é rigoroso, sim! Ele é! Pois Ele é fiel á sua Palavra, devemos obedecer a Deus em todas as coisas. Não corra o perigo de não dar a Deus o que é de Deus.

Quarta verdade – Dízimo não é oferta, é 10% do que você ganha por mês. Não tente enganar Deus, agindo assim você atrairá a Sua ira. Se você só dá oferta, está em pecado! E está em perigo.

Quinta verdade – Dizimar é uma benção e um privilégio; Deus diz em sua Palavra que Ele abençoa aqueles que lhe são fiéis, nisso Ele também é rigoroso. Prove, dê o dízimo, e veja como o Senhor irá te abençoar. Mesmo Ele sendo Senhor sobre tudo e sobre todos, Deus deseja que você, exclusivamente dê o dízimo, Ele não quer e não aceita o dízimo de qualquer um.
Espero que você, como bom cristão, atente para a benção do dízimo, seja fiel a ao Deus que não poupou nem meso seu próprio filho para te salvar. Isso sim foi um preço muito, muito alto! Você não acha?

Rev. Flávio Martins

domingo, 15 de agosto de 2010

QUEM ERA PARA TRANSFORMAR, ESTÁ OPRIMINDO!


As eleições se aproximam, e os crentes querem saber em quem devem votar. Tem sido uma praxe a igreja cristã evangélica eleger ímpios para governarem sobre os crentes. Ao longo da história os crentes têm elegido espíritas, imorais de sexualidade contrária à natureza, macumbeiros, ladrões, mentirosos, enganadores, traidores, e ateus como seus governantes para os poderes executivo e legislativo em todas as dimensões.
Em algumas igrejas ditas evangélicas  esses políticos falam em seus púlpitos e angariam votos dos fiéis em troca de barganhas. Assim, a igreja chamada de evangélica está ajudando a colocar no poder os piores ímpios, para criarem as piores leis, para enganar, roubar e matar o povo brasileiro, bem como para transformar o estado brasileiro numa milícia contra a igreja de Cristo.
Quando os evangélicos elegem ímpios para governarem sobre a igreja, eles estão fazendo o mesmo que Israel fez por duas vezes: 1) Quando preferiram um rei humano com seu governo imperfeito ao invés do governo teocrático de Iavé, e o castigo sobreveio-lhes com o governo de reis ímpios trazendo todo tipo de males sobre o povo; 2) quando preferiram Barrabás sobre eles ao invés de Cristo, pedindo um criminoso no lugar de um Justo, e o castigo sobreveio-lhes com criminosos matando os judeus até os dias de hoje.
Interessantemente, Silas Malafaia tem prestado um bom trabalho combatendo a lei da homofobia, mas ao mesmo tempo pertence ao grupo que elege os ímpios que fazem estes tipos de leis.
A postura da igreja e de alguns crentes nas eleições é a pior possível, pois a cada ano ela se torna cúmplice de toda maldade dos políticos que têm oprimido a sociedade brasileira. Isso tem sido um péssimo testemunho para a igreja como um todo, pois ela não se distingue mais da sociedade pagã com suas imoralidades. A igreja evangélica que era para transformar a sociedade, também está oprimindo-a quando se junta com políticos corruptos em troca de beneficios .


Rev. Moisés Bezerrio

domingo, 8 de agosto de 2010

MENSAGEM AOS PAIS

MENSAGEM AOS PAIS

Eri, pai de Luciana. Srº Valdomiro, pai de Flávio falesceu em 2008.
Colossenses 3:14-25

O Dia dos Pais é comemorado em muitos países ao redor do mundo. Apesar das origens, atividades e comemorações diferirem muito, todos honram os pais por seu desempenho como genitores.
Este ano decidi fazer algo diferente para o Dia dos Pais. Ao invés de esperar por um cartão ou um telefonema dos meus filhos, enviarei palavras de gratidão para eles e para minha esposa. Afinal, sem eles eu não seria pai.
Paulo instruiu os pais para influenciar positivamente no desenvolvimento de seus filhos, ao invés de ser fonte de ira e desânimo. Ele escreveu: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 6:4). “Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados” (Colossenses 3:21). Os dois versículos são mencionados em passagens sobre amar e honrar uns aos outros nas relações familiares.
O papel de um pai muda à medida que os filhos crescem, mas nunca termina. Elogios e palavras de ânimo são bem-vindos e não importa se o filho tem quatro ou 40 anos. A oração é sempre poderosa. Nunca é tarde demais para consertar um relacionamento rompido com um filho ou uma filha.
Pais, agora é um bom momento para dizer aos seus filhos, o quanto vocês os amam e os admiram



domingo, 1 de agosto de 2010

O DOADOR ANÔNIMO

O DOADOR ANÔNIMO


Não sei como você se sente, mas tenho a tendência de gostar de receber reconhecimento ao fazer algo pelas pessoas. E não acho que estou sozinho em apreciar cartões de agradecimento e palavras de gratidão.
Sei também, no entanto, que há algo a se dizer do anonimato. Essa deve ser uma boa maneira de dar, porque Jesus a defendeu.

Esse foi o motivo de certo dia eu ter-me sensibilizado com um presente que chegou anonimamente, em nossa porta da frente. Estivéramos fora por alguns dias, e quando voltamos lá se encontravam vários vasos — cada um com um girassol em flor. Sabíamos o porquê — eles foram deixados nos degraus de nossa escada no dia do aniversário de nossa falecida filha Melissa, que amava girassóis. Alguém nos estava dizendo: “Lembramo-nos dela.” Ao dar anonimamente, toda a atenção era dirigida à nossa família, ao invés de neles mesmos.

Imagine um mundo no qual todos nós ofertássemos generosa e desinteressadamente. Jesus mencionou a dádiva secreta em Mateus 6. Ele disse: “Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua esmola fique em secreto” (vv.3-4).

Na verdade não podemos sempre ofertar anonimamente, mas nosso dar sempre deveria ser marcado com o mesmo espírito de humildade altruísta e caridade orientada por Deus.




Dave Branon

domingo, 25 de julho de 2010

Princípios de Finanças

Princípios de Finanças

O princípio do não apegar-se. Não comprarei nem receberei nada do que eu não possa abrir mão. “Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lc 12.15). Lucas 12.32-34; Lucas 16.13-25; 1 João 2.15-17 O que devo fazer para obedecer a estes versículos?

O princípio da liberdade. Não deverei nada a ninguém, exceto o amor. “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei” (Rm 13.8). Provérbios 22.7 O que devo fazer para obedecer a este versículo?

O princípio da liberalidade. Procurarei, constantemente, oferecer bens para a glória de Deus. “Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a Sete Princípios de Finanças 27 graça de participarem da assistência aos santos. E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus” (2 Co 8.3-5). 2 Coríntios 9.7; Lucas 6.38. O que devo fazer para obedecer a estes versículos?

O princípio da recordação. Manterei registros exatos da maneira como Deus lida comigo no aspecto financeiro, a fim de mostrar aos outros que Deus responde a oração e supre as necessidades de seu povo. “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16). Provérbios 27.23-27 O que devo fazer para obedecer a estes versículos?

O princípio da segurança. Economizarei e investirei somente se Deus me guiar a fazê-lo, reconhecendo que abrirei mão de tudo ante à sua mais tênue orientação. “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mt 6.19, 20). Provérbios 28.8; 1 Timóteo 6.9-11 O que devo fazer para obedecer a estes versículos?

O princípio da compaixão. Não orarei em favor das necessidades financeiras de um irmão, se eu não estiver disposto a ser o instrumento que Deus usará para satisfazer tal necessidade, se Ele o quiser. “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade,
e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade” (1 Jo 3.16-18). Tiago 2.15-17; Lucas 6.30, 38; 2 Coríntios 9.6-15; Provérbios 28.27. O que devo fazer para obedecer a estes versículos?

O princípio do contentamento Ficarei contente com tudo o que Deus se agradar em prover-me, quer seja muito, quer seja pouco. “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4.11-13). Provérbios 30.7-9; Mateus 6.24-34; 1 Timóteo 6.8 O que devo fazer para obedecer a estes versículos?
Jim e Pam Elliff

domingo, 11 de julho de 2010

O Objetivo dos Decretos de Deus

O Objetivo dos Decretos de Deus

O objetivo supremo dos decretos de Deus, como de tudo o mais no universo, é a glória do mesmo Deus. O ensino da Bíblia a este respeito é claro como a luz meridiana.

1) A glória de Deus é a mais alta finalidade da criação, conforme a expressão de todos os remidos no seu hino celestial de louvor: "Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas" (Apoc.4:11). "Tão certo como eu vivo, toda a terra se encherá da glória do Senhor" (Num.14:21). "Santo, santo, santo é o Senhor cios Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória" (Is.6:3). "Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos" (Sl.19:1). A Bíblia ensina que tudo foi criado por Deus e para Ele, isto é, para sua glória e para seu prazer. (Veja-se Col.1:16; Prov.16:4; Rm.11:36).

2) A glória de Deus é o supremo fim de seus decretos, tanto na condenação dos ímpios como na salvação dos eleitos, porque Deus será glorificado não só na salvação de seus filhos, como também na derrota de Satanás e de todos quantos Ele representa. "Que diremos, pois, se Deus querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua. glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão, os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?" (Rom.9:22-24). "... Nos predestinou para ele... para louvor da glória de sua graça... predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, a fim de sermos para louvor da sua glória" (Ef.1:5,6,11,12; veja-se Ef.3:9,10). E as cenas descritas no Apocalipse, onde vemos todos os remidos louvando a Deus e a sua glória, mostram que esta finalidade dos decretos de Deus será alcançada plenamente.

3) A glória de Deus é o objetivo de sua providência. "Por amor de mim, por amor de mim é que faço isto; porque como seria profanado o meu nome? A minha glória não a dou a outrem" (Ts.48:11). "O que fiz, porém, foi por amor de meu nome, para que não fosse profanado diante das nações, no meio das quais eles estavam" (Ez. 20:9).

4) A glória de Deus foi o alvo da vida e obra de Cristo. "Glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti... Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer" (Jo.17:1,4). A obra da salvação que Cristo veio realizar não dá ao homem nenhuma oportunidade de jactância ou vangloria. A glória é toda de Deus. "Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus. Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou da parte de Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor" (1Cor.1:27-31). "Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (Ef.2:8,9).

5) A glória de Deus é o alvo de nossas boas obras. "Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mat.5:16). "Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto" (Jo.15:8). E, por outro lado, quando os filhos de Deus falham, suas más obras contribuem para a desonra de Deus, como no caso de Davi (2Sam.12:14; veja-se Ne.5:9).      

                    Rev. Samuel Falcão

domingo, 4 de julho de 2010

Por que o justo sofre?

Por que o justo sofre?

No âmago da mensagem do livro de Jó, acha-se a sabedoria que responde à questão a respeito de como Deus se envolve no problema do sofrimento humano. Em cada geração, surgem protestos, dizendo: “Se Deus é bom, não deveria haver dor, sofrimento e morte neste mundo”.
Com este protesto contra as coisas ruins que acontecem a pessoas boas, tem havido tentativas de criar um meio de calcular o sofrimento, pelo qual se pressupõe que o limite da aflição de uma pessoa é diretamente proporcional ao grau de culpa que ela possui ou pecados que comete.
No livro de Jó, o personagem é descrito como um homem justo; de fato, o mais justo que havia em toda a terra. Mas Satanás afirma que esse homem é justo somente porque recebe bênçãos de Deus. Deus o cercou e o abençoou acima de todos os mortais; e, como resultado disso, Satanás acusa Jó de servir a Deus somente por causa da generosa compensação que recebe de seu Criador.
Da parte do Maligno, surge o desafio para que Deus remova a proteção e veja que Jó começará a amaldiçoá-Lo. À medida que a história se desenrola, os sofrimentos de Jó aumentam rapidamente, de mal a pior. Seus sofrimentos se tornam tão intensos, que ele se vê assentado em cinzas, amaldiçoando o dia de seu nascimento e clamando com dores incessantes. O seu sofrimento é tão profundo, que até sua esposa o aconselha a amaldiçoar a Deus, para que morresse e ficasse livre de sua agonia. Na continuação da história, desdobram-se os conselhos que os amigos de Jó lhe deram — Elifaz, Bildade e Zofar. O testemunho deles mostra quão vazia e superficial era a sua lealdade a Jó e quão presunçosos eles eram em presumir que o sofrimento indescritível de Jó tinha de fundamentar-se numa degeneração radical do seu caráter.
Eliú fez discursos que traziam consigo alguns elementos da sabedoria bíblica. Todavia, a sabedoria final encontrada neste livro não provém dos amigos de Jó, nem de Eliú, e sim do próprio Deus. Quando Jó exige uma resposta de Deus, Este lhe responde com esta repreensão: “Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento? Cinge, pois, os lombos como homem, pois eu te perguntarei, e tu me farás saber” (Jó 38.2, 3). O que resulta desta repreensão é o mais vigoroso questionamento já feito pelo Criador a um ser humano. A princípio, pode parecer que Deus estava pressionando Jó, visto que Ele diz: “Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?” (v. 4) Deus levanta uma pergunta após outra e, com suas perguntas, reitera a inferioridade e subordinação de Jó. Deus continua a fazer perguntas a respeito da habilidade de Jó em fazer coisas que lhe eram impossíveis, mas que Ele podia fazer. Por último, Jó confessa que isso era maravilhoso demais. Ele disse: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (42.5-6).
Neste drama, é digno observar que Deus não fala diretamente a Jó. Ele não diz: “Jó, a razão por que você está sofrendo é esta ou aquela”. Pelo contrário, no mistério deste profundo sofrimento, Deus responde a Jó revelando-se a Si mesmo. Esta é a sabedoria que responde à questão do sofrimento — a resposta não é por que tenho de sofrer deste modo particular, nesta época e circunstância específicas, e sim em que repousa a minha esperança em meio ao sofrimento. A resposta a essa questão provém claramente da sabedoria do livro de Jó: o temor do Senhor, o respeito e a reverência diante de Deus, é o princípio da sabedoria. Quando estamos desnorteados e confusos por coisas que não entendemos neste mundo, não devemos buscar respostas específicas para questões específicas, e sim buscar conhecer a Deus em sua santidade, em sua justiça e em sua misericórdia. Esta é a sabedoria de Deus que se acha no livro de Jó.

R. C. Sproul

domingo, 20 de junho de 2010

O Perigo de não ir à igreja

Uma das marcas do verdadeiro crente é o seu desejo de seguir a Cristo. Sempre foi assim! Os discípulos de João Batista o deixaram para seguir Jesus; os primeiros discípulos O seguiram, sua mãe O seguio. Muitos deixaram tudo para segui-Lo, outros correram perigo de morte para segui-Lo. Entre outras coisas, seguir Jesus é desejar estar com Ele, na casa dEle, na igreja. Quando não temos desejo de vir à igreja alguma coisa está errada.

1- Frieza de fé – é possível que voce esteja passando por um momento de frieza na sua comunhão com Deus: não lê a Bíblia, não ora, não evangeliza, etc. essas coisas nos fazem distanciar de Deus e da igreja;

2- Religiosidade – um dos perigos que nos fazem ausentar da igreja é a nossa religiosidade. Quando a fé se torna um costume familiar ou particular. Entre outras coisas a fé é compromisso! É abraçar de corpo e alma a Cristo, Seu evangelho e Sua igreja. A religiosidade é outra religião e não o autêntico cristianismo;

3- Apego a coisas terrenas- quando colocamos nossa vida terrena como prioridade, Jesus e Seu reino – a igreja, deixam de vir em primeiro lugar. Aí criamos desculpas as mais estranhas para não vir à igreja: cançasso, falta de tempo, outros compromissos, etc. são os motivos que utlizamos para não vir a igreja;

4- Engano quanto à salvação – se somos salvos então desejamos estar com nosso Salvador! Mas se não temos esses desejo – de estar com Ele, na igreja dEle, é bom repençar se somos salvos ou não. A Bíblia nos manda provar os espíritos pra ver se são de Deus. Isso deve ser feito tambem quanto à nossa fé, quanto a nossa salvação, se temos de fato o Espírito Santo em nós ou não.
Essas são algumas causas que nos afastam de Cristo e de Sua igreja, existem outras causas não foram relatadas aqui, cabe a cada um de nós refletirmos sbre nossa fé, nossa comunhão com Deus... quais os motivos que tem levado voce a não vir à casa de Deus?

Oremos: Senhor, ajuda-me a estar sempre junto de Ti, almenta a minha fé, confirme, Senhor a minha salvação, não permitas que eu seja mais um religioso na tua igreja. Amem.

Rev. Flávio C. Martins

domingo, 16 de maio de 2010

Dez Efeitos de Crer nas Doutrinas da Graça 


Estes dez efeitos são um testemunho pessoal a respeito de crer nas Doutrinas da Graça, que podem ser resumidos através dos cinco pontos do calvinismo. Acabei de ministrar um seminário sobre este assunto. Os alunos me pediram que escrevesse um artigo sobre estas reflexões, ao qual eles teriam acesso. Sinto-me feliz por fazer isso. Na verdade, eles conhecem o conteúdo do curso, que está acessível no site do ministério Desiring God. Contudo, escreverei na esperança de que este testemunho estimule outros a examinarem, como os bereianos, se a Bíblia ensina o que chamo de “Calvinismo”.
1. As Doutrinas da Graça enchem-me de temor a Deus e levam-me à verdadeira adoração profunda centrada em Deus.
Recordo a época em que vi, pela primeira vez, enquanto ensinava Efésios no Bethel College, no final dos anos 1970, a afirmação concernente ao alvo de toda a obra de Deus — ou seja: “Para louvor da glória de sua graça” (Ef 1.6, 12, 14).
Isso me fez perceber que não podemos enriquecer a Deus e que, por essa razão, sua glória resplandece mais esplendidamente não quando tentamos satisfazer as necessidades dEle, e sim quando nos satisfazemos nEle como a essência de nossas obras. “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente” (Rm 11.36). A adoração se torna um fim em si mesmo.
Isso me faz sentir quão insignificantes e inadequadas são as minhas afeições, de modo que os salmos de anseios se mostram vívidos e tornam a adoração intensa.

2. Estas verdades protegem-me de vulgarizar as coisas divinas.
Um dos caminhos de nossa cultura é a banalidade, a esperteza, a sagacidade. A televisão é o principal mantenedor de nosso desejo compulsivo por superficialidade e trivialidade.
Deus é incluído entre essas coisas. Por isso, existe hoje a vulgarização das coisas espirituais. Seriedade não está em excesso nestes dias. Foi abundante no passado. Sim, há desequilíbrios em certas pessoas que parecem não ser capazes de relaxar e falar sobre o clima.
Robertson Nicole disse a respeito de Spurgeon: “O evangelismo agradável [podemos dizer, o crescimento de igreja norteado por marketing] pode atrair multidões, mas lança a alma nas cinzas e destrói as próprias sementes do cristianismo. O Sr. Spurgeon tem sido reputado freqüentemente, por aqueles que não conhecem seus sermões, como um pregador que utilizava humor. De fato, não havia nenhum outro pregador cujo tom era mais uniformemente sério, reverente e solene”
3. Estas verdades me fazem admirar a minha própria salvação.
Depois de descrever a grande salvação em Efésios, Paulo orou, na última parte daquele capítulo, para que o efeito daquela teologia fosse a iluminação do coração, a fim de que nos maravilhássemos com a nossa esperança, com as riquezas da glória de nossa herança em Deus e com o poder de Deus que opera em nós — ou seja, o poder que ressuscitou a Jesus dentre os mortos.
Todos os motivos de vanglória são removidos. Há muita alegria e gratidão.
A piedade de Jonathan Edwards começa a crescer. Quando Deus nos dá um vislumbre da sua majestade e de nossa impiedade, a vida cristã se torna uma coisa bem diferente da piedade convencional. Edwards descreveu isso, de maneira magnífica, quando disse:
Os desejos dos santos, embora zelosos, são humildes. Sua esperança é humilde; e sua alegria, ainda que indizível e cheia de glória, é humilde e contrita, deixando o cristão mais pobre de espírito, mais semelhante a uma criança e mais propenso a um comportamento modesto (Religious Affections, New Haven: Yale University Press, 1959, p. 339ss)
4. Estas verdades tornam-me alerta quanto aos substitutos centrados no homem que passam por boas-novas. Em meu livro The Pleasures of God (2000), nas páginas 144 e 145, mostrei que, na Nova Inglaterra do século XVIII, o afastamento do ensino sobre a soberania de Deus levou ao arminianismo e, deste, ao universalismo e, deste, ao unitarismo. A mesma coisa aconteceu na Inglaterra do século XIX, depois de Spurgeon. O livro Jonathan Edwards: A New Biography (Edinburgh: Banner of Truth, 1987, p. 454), escrito por Iain Murray, documenta a mesma coisa: “As convicções calvinistas empalideceram na América do Norte. No andamento do declínio que Edwards antecipara corretamente, aquelas igrejas congregacionais da Nova Inglaterra que tinham abraçado o arminianismo, depois do Grande Avivamento, moveram-se gradualmente ao unitarismo e ao universalismo, lideradas por Charles Chauncy”.
No livro Quest for Godliness (Wheaton, IL: Crossway Books, 1990, p. 160), escrito por J. I. Packer, você pode perceber como Richard Baxter abandonou estes ensinos e como as gerações seguintes tiveram uma colheita horrível na igreja de Baxter, em Kidderminster. Estas doutrinas são uma proteção contra os ensinos centrados no homem que, sob muitas formas, corrompem gradualmente a igreja, tornando-a fraca em seu interior, enquanto parece forte e popular. 1 Timóteo 3.15 — “Para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade”.

5. Estas verdades fazem-me gemer diante da indescritível enfermidade de nossa cultura secular que milita contra Deus. Não posso ler o jornal, assistir a uma propaganda na TV ou ver um outdoor sem o intenso pesar de que Deus está ausente. Quando Ele, a principal realidade do universo, é tratado como se não existisse, tremo ao pensar na ira que está sendo acumulada. Fico chocado. Tantos cristãos estão sedados pela mesma droga que entorpece o mundo. Mas estes ensinos são um antídoto poderoso. Oro por um despertamento e avivamento. Esforço-me para pregar tendo em vista criar um povo tão impregnado de Deus, que O mostrará e falará sobre Ele onde quer que esteja, em todo o tempo. Existimos para afirmar a realidade de Deus e a sua supremacia em toda a vida.

6. Estas verdades tornam-me confiante de que a obra planejada e começada por Deus chegará ao final — tanto no que diz respeito ao universo como ao indivíduo.
Este é o argumento de Romanos 8.28-39: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou. Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não
nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.
 
7. Estas verdades fazem com que eu veja todas as coisas à luz dos propósitos soberanos de Deus: dEle, por meio dEle e para Ele são todas as coisas; a Ele seja a glória para sempre e sempre. Todas as coisas da vida se relacionam a Deus. Não há qualquer aspecto de nossa vida em que Ele não seja extremamente importante — Aquele que dá sentido a tudo (cf. 1 Co 10.31). Ver os propósitos soberanos de Deus sendo desenvolvidos nas Escrituras e ouvir o apóstolo Paulo dizendo: Ele “faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Ef 1.11) faz-me perceber o mundo desta maneira.

8. Estas verdades enchem-me da esperança de que Deus tem vontade, direito e poder de responder as súplicas para que pessoas sejam mudadas. A garantia da oração é que Deus pode irromper e mudar as coisas — incluindo o coração humano. Pode transformar a vontade. “Santificado seja o teu nome” significa faze as pessoas santificarem o teu nome. “Que a tua palavra se propague e seja glorificada” significa faze os corações abrirem-se para o evangelho. Devemos tomar as promessas da nova aliança e rogar a Deus que sejam trazidas à realização em nossos filhos, vizinhos e todos os campos missionários do mundo. “Ó Deus, remove deles o coração de pedra e dá-lhes um coração de carne” (Ez 11.19).  “Senhor, circuncida o coração deles para que Te amem” (Dt 30.6).  “Ó Pai, coloca dentro deles o teu Espírito e faze-os andar nos teus estatutos” (Ez 36.27).  “Senhor, concede-lhes arrependimento e conhecimento da verdade, para que fiquem livres das armadilhas do diabo” (2 Tm 2.25-26). “Pai, abre-lhes o coração para crerem no evangelho” (At 16.14).
John Piper